domingo, março 06, 2005

Adeus

Os meus tempos por aqui, acabaram. Mas, fiquem descansados porque eu continuarei na blogosfera. Mais precisamente aqui.

terça-feira, fevereiro 15, 2005

Campeonato Nacional da Língua Portuguesa!

Decidi publicar aqui o ditado (que era muito difícil, por sinal) que se fez no Campeonato Nacional da Língua Portuguesa.
Apoio esta iniciativa! Aprendemos sempre qualquer coisa.

Um almoço de campanha

Estava um dia de sol resplandecente naquela vila do interior. O restaurante exibia algumas bandeiras esfiapadas e junto à porta quatro pessoas entreolhavam-se, com um ar confrangido. Enquanto o mal-estar se ia adensando, uma mulher de meia-idade resmoneava:
- Há uma hora que aqui estamos. Que seca! Chegámos à uma hora em ponto, como nos tinham pedido, mas a verdade é que já passa das duas e ninguém apareceu!
Aproximara-se, entretanto, um homem, que olhava obsessivamente para o relógio:
- Isto não me agrada nada. Se não chegar mais ninguém, vou propor que cancelemos tudo. Não vejo senão umas seis ou sete pessoas e reservámos a sala inteira... Que estopada! Que fiasco!
Nesse momento, ouviu-se um rebuliço no largo principal - via-se o líder distrital do partido, que vinha acolitado pelos seus sequazes.

(até aos 15 anos)

À entrada, o candidato distribuiu saudações e abraços, começando a falar num tom veemente para aquela dúzia de comensais:
- Obrigado por terem acorrido ao nosso grande almoço de confraternização. Constranger-me-ia estar aqui sozinho. Sabemos que alguns dos nossos malevolentes adversários se opuseram sub-repticiamente a esta acção de campanha, mas são imbróglios soezes e conluios antidemocráticos que não nos devem consternar. Apesar disso, reúnem-se hoje aqui os nossos mais fiéis correligionários! E podem crer, meus amigos: à medida que os dias passam, há cada vez mais eleitores receptivos ao nosso ideário!
Soaram alguns aplausos e o homem, depois de engulipar um croquete e um copo de vinho, prosseguiu o seu arrazoado, cada vez mais perlado de suor, mas visivelmente encorajado.

(dos 15 anos aos 18 anos)

E assim continuou:
- Perguntar-me-eis por que motivo continuamos a concorrer. Perguntar-se-me-á, à guisa de desafio, por que razão o nosso partido se aventurou nesta campanha. Acerca disso, quero confidenciar-vos que há cerca de meia hora me garantiram que a nossa votação neste círculo irá surpreender muitos incréus. Por isso, digo-vos sem meias-palavras: a nossa vitória associar-se-á à regeneração nacional que o país exige! Alcançá-la-emos sem tergiversações, sem procrastinar os muitos óbices que ainda teremos de superar. Bater-nos-emos contra os que se locupletam com o erário público! Não nos ponhamos de cócoras! Doravante, ninguém irá coarctar a nossa ascensão, até que este partido eleja, enfim, um deputado!
E o líder, cada vez mais exaltado, acabou por sentar-se, caindo rotundamente na cadeira e atacando um prato de cozido.

(maiores de 18 anos)

segunda-feira, fevereiro 14, 2005

Dia de S.Valentim-Dia dos Namorados!

Devem saber, com certeza, que dia é hoje. Pois bem, para quem não se recorda, hoje é o dia de S.Valentim, mais conhecido por Dia dos Namorados.
Por isso, se ainda não se declarou, deixe o amor correr no papel e envie uma carta ou postal ao seu amado!
A história deste dia maravilhoso pode ser encontrada
aqui, ali e acolá.


E fica por aqui um poema de
Florbela Espanca que se pode sempre juntar à carta/postal!

Se tu viesses ver-me...

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços...

Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca... o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte... os teus abraços...
Os teus beijos... a tua mão na minha...

Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri

E é como um cravo ao sol a minha boca...
Quando os olhos se me cerram de desejo...
E os meus braços se estendem para ti...

domingo, fevereiro 13, 2005

Os meus livros...


Para mim, um livro é como um objecto sagrado.
Considero a leitura um meio sem o qual me é impossível viver feliz.
Gosto dos meus dicionários e dos meus romances igualmente, como uma mãe igualmente gosta de seus filhos.
Adoro folheá-los. Sentir-lhes o cheiro, o toque das páginas e a beleza da escrita.
Os meus livros são o meu tesouro.

"A Rainha e eu"...

Imaginem que as eleições de Inglaterra, em 1992, eram ganhas por um partido republicano e a família Real britânica era despejada do Palácio de Buckingham e ia viver para um bairro socialmente desfavorecido...
Agora, imaginem que podem ler esta história maldosamente divertida num só livro! Pois é... O livro intitula-se "A Rainha e eu" e é da autora da personagem "Adrian Mole", Sue Townsend.
Adorei lê-lo! É simplesmente muito divertido!

quarta-feira, fevereiro 09, 2005

J.K. Rowling...


Joanne Rowling - J.K. Rowling

Joanne Rowling nasceu em Chipping Sodbury, perto de Bristol,
mesmo a sul de uma cidade chamada Dursley.
Joanne era uma criança sonhadora e começou a escrever histórias aos seis anos. Depois de sair da Universidade de Exeter, onde cursou Francês e Estudos Clássicos, começou a trabalhar como professora, sonhando tornar-se escritora. Em 1990, presa num comboio com um atraso de quatro horas, começou a imaginar um rapaz chamado Harry Potter. Passaram-se seis anos até escrever o livro.
Entretanto, Joanne veio para Portugal como professora, casou com um jornalista de televisão português e teve uma filha, Jessica. Divorciou-se e regressou ao Reino Unido. Resolveu ir viver para Edinburgh.
Dificuldades económicas repentinas obrigaram-na a decidir acabar o seu livro. Enviou o manuscrito a dois agentes e a uma editora. Um destes agentes, Christopher Little, ficou imediatamente cativado pelo manuscrito e assinaram contrato em três dias.
Em 1995 e 1996, enquanto esperava que «Harry Potter e a Pedra Filosofal» fosse publicado, Joanne deu aulas de francês em Edinburgh. Várias editoras recusaram o projecto, até que a Bloomsbury concordou publicá-lo, em 1996.
Quando foi publicado o primeiro romance de Harry Potter, o editor pediu-lhe para usar iniciais em vez do primeiro nome, pois os rapazes poderiam ter preconceitos em relação à ideia de ler um livro escrito por uma mulher. Como só tem um nome próprio, sugeriram-lhe que escolhesse uma outra inicial; Joanne decidiu-se pelo "K", a inicial da sua avó preferida, Kathleen.


Para quem não leu nenhum livro da saga Harry Potter, sugiro que leia. Adultos ou crianças.
A minha tia e eu trocamos livros muitas vezes. Ela empresta-me uns e eu empresto-lhe outros.
Sugeri-lhe que ela lesse «Harry Potter e a Pedra Filosofal» que ela leu, ao início sem muita convicção. Agora, já me pediu que lhe emprestasse os próximos volumes! Adorou!
Tenho todos os livros da saga já publicados e o sexto livro vai sair no Verão! Estou desejosa de o ler!
Esta autora tem uma imaginação muito vasta e conseguiu criar um mundo à parte. Quando o primeiro filme saiu, fizeram-se bonés, lápis, cadernos e tudo o que possa imaginar com um símbolo, desenho ou fotografia (Daniel Radcliffe) de Harry Potter!

terça-feira, fevereiro 08, 2005

Projectos futuros...

Depois de "Ricardo" estar pronto, logo comecei a pensar num próximo livro.
Comecei um livro que se chama "O Tesouro da Praia Escondida".
É sobre um rapaz que perde tudo, menos uma amiga. Partem juntos num navio de piratas, escondidos... Bem, não vou adiantar mais nada... O resto é segredo até o livro estar pronto.
Depois ter acabado o primeiro livro, fui alvo de várias críticas que agradeci imenso, pois acho que é com os erros que se aprende. Tenciono dar mais detalhe, mais pormenor a este livro.
E dar-lhe um toque de suspense e aventura.

A minha estante... como gosto dela!


Como eu gosto de ler! Como eu gosto da minha estante. A minha estante tem todos os livros que possuo... bastantes, até. Desde dicionários a romances... de poesia a ficção...
Gosto de passar os dedos pelas lombadas ordenadas dos livros. Gosto de sentir o cheiro dos livros ao folheá-los!
E acima de tudo gosto de os ler, obviamente.
Na minha estante existem de todos os tipos de livros. E estão todos ordenados pelos géneros a que pertencem.
Noutro dia, fui a casa dos meus tios e eles tinham lá em casa, dois caixotes de livros poeirentos do meu primo que já não os quer. Disseram que eu e a minha prima podíamos ficar com eles. Dividimos os caixotes pelas duas e trouxe para casa cerca de quarenta livros para rechear a minha estante. Já estão instalados, cada um na sua secção.

Júlio Verne...


Júlio Verne 1828-1905

Jules Gabriel Verne nasceu em Nantes, França, a 8 de Fevereiro 1828. Em pequeno, fugiu de casa para trabalhar num um navio mercante, mas foi descoberto e devolvido aos seus pais, que costumavam participar em safaris, e que dessa maneira forneciam material para os seus livros, já que a aventura e as viagens para lugares diferentes e desconhecidos fazem parte do enredo das suas histórias.
Em 1847, foi mandado pelo seu pai para Paris, para estudar Direito, mas adorava escrever e não conseguiu ficar afastado dessa actividade. Quando o seu pai soube que ele não ia continuar os estudos, parou de lhe enviar dinheiro. Isso fez com que Verne procurasse seu próprio sustento como corrector de títulos e escrevia e vendia suas histórias para sobreviver: peças, libretos, contos, tudo que pudesse imaginar, no entanto, sem muito sucesso.
Em 1863, já amadurecido, e depois de pesquisar nas bibliotecas de Paris em livros de geologia, engenharia e astronomia, publicou seu primeiro romance, "Cinco Semanas num Balão". Nesse livro, o balão de Júlio Verne era mais aperfeiçoado do que os balões que havia na realidade, e podia conservar-se no ar por muito mais tempo. Mas tudo era perfeitamente possível de acontecer ou ser inventado no futuro. A obra atingiu um sucesso rápido e surpreendente.
Publicou oitenta romances que foram traduzidos em oitenta línguas, ganhando fama universal. Depois de alguns anos, devido ao sucesso dos seus livros, ficou rico o suficiente para que pudesse comprar um barco de oitenta toneladas. Transformou esse barco num navio de cruzeiro para poder viajar e se divertir. Foi nessas viagens que teve a inspiração de um de seus grandes romances: "Vinte Mil Léguas Submarinas". O livro foi publicado em 1873, e conta a história do fantástico submarino Nautilus, e de seu misterioso, inteligente e misantropo herói, o Capitão Nemo. A história é uma fascinante aventura de exploração do fundo do mar, a qual abordava um pouco de tudo dos conhecimentos e mitos da época: as misteriosas ruínas da Atlântida, navios naufragados, monstros marinhos, a abordagem da utilização dos recursos do mar para o bem da humanidade, a energia atómica e outras abordagens político-filosóficas sobre a finalidade da ciência.
Júlio Verne foi um prudente escritor de ficção cientifica e raramente ia além dos conhecimentos da época. Isso constituiu uma das suas virtudes, pois os seus livros continham elementos perfeitamente convincentes, visto que dava grande atenção aos detalhes. Muitos pensam que Júlio Verne tenha inventado o submarino. O primeiro submarino foi construído e testado em 1620 por um holandês de nome Cornelis Brebbel. Porém, mesmo sendo cuidadoso até onde poderia ir sua imaginação, o Nautilus de Júlio Verne figura até hoje como uma das mais brilhantes especulações científicas no campo da tecnologia.
O submarino de Júlio Verne legou-nos a noção ou mesmo a prática das viagens submarinas, inspirando exploradores, pesquisadores e cientistas do mar em todo o mundo. Foi tão grande o êxito e a influência de "Vinte Mil Léguas Submarinas" que ao chegar o momento em que motores elétricos tornaram os submarinos praticáveis, o primeiro deles inteiramente elétrico, construído em 1880, foi denominado Nautilus, em homenagem ao barco de Júlio Verne. Quando os Estados Unidos lançaram ao mar seu primeiro submarino movido a energia nuclear, em 1955, foi ele batizado com o nome de Nautilus.
Júlio Verne é considerado o primeiro escritor profissional de ficção científica. Embora tenha sido precedido por Edgard Allan Poe, o qual foi antecedido por Mary W. Shelley, Júlio Verne foi o primeiro escritor a especializar-se no género de ficção científica a e viver disso.
Morreu em 24 de março de 1905.

Como sempre, fui verificar à minha estante e constatei que tenho apenas três livros dele: "A volta ao mundo em 80 dias"; "Viagem ao centro da Terra"; "20.000 Léguas Submarinas".
Gosto da sua escrita. Invoca suspense e muito mistério...

segunda-feira, fevereiro 07, 2005

Maria Teresa Maia Gonzalez...


Nasceu em Coimbra, em 1958. Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas, variante de Estudos Franceses e Ingleses, pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa, foi professora de Língua Portuguesa de 1982 a 1997, no ensino oficial e particular.

Fui ver à minha estante, e vi que tinha vários livros de Maria Teresa Maia Gonzalez! Realmente, adoro a sua escrita. Que me lembre, li vários livros da Colecção Profissão: Adolescente (que estou a tentar completar), A Lua de Joana, O Guarda da Praia e muitos mais! Adorei estes livros e de vez em quando, apetece lê-los outra vez!